sábado, 8 de março de 2008

E esta? nem o Pessa se lembraria

Como tenho alma condoída não posso deixar de louvar a argúcia do delfim no poder e da sua funcionária no ministério da educação, pois então, parabéns para os dois. Contra ventos e marés são mentores das "grandes reformas na educação" e serão responsáveis pelas grandes realizações educativas que enviam polícias às escolas e aos sindicatos. Não, não estou a brincar, vejam só: se todos os agentes da polícia: PSP, GNR, ASAE, PJ, Polícia Marítima, Polícia dos Costumes, Polícia Internacional de Defesa do Estado, Polícia de Estrangeiros e Fronteiras, Polícia de Intervenção, GOI, Polícia da Polícia (Internal Affairs) e porque não o SIS, se forem encaminhados pelo governo para as escolas e sindicatos, opera-se-à neste País, uma Reforma Educativa com um tal sucesso que só terá digno registo no Guiness Book of Records... como assim? Pensem comigo.
- País com maior número de polícias escolarizados em todo o mundo.
- Pais com o maior número de polícias sindicalizados em toda a galáxia.
- Escolas como as mais elevadas taxas de matrículas policiais.
- Aumento da taxa de escolarização policial.
- Aumento da taxa de sindicalização policial.
- Escolas e sindicatos mais seguros e policiados que um país podia desejar.
- Maior taxa de literacia policial da história da humanidade.

Acham pouco? Não me peçam para dizer mais.

Então não acham que tenho razões para ser agradecido? Aí não que não tenho... Vivóóóóó!
Prémio Nobel para eles já!

Somos 100.000 ou mais os indignadados!!!

Talvez nem os mais optimistas arriscassem sonhar com 100.000 professores manifestando-se pujantemente, mas de forma digna e correcta, a mesma com que ensinam e formam a nova geração. Através da Avenida da Liberdade, lutando pela Liberdade contra a opressão da Liberdade trabalhar, de ensinar, contra a burocracia asfixiante que subverte a relação pedagógica e converte alunos em número, professores em amanuenses, inspectores em cabeças de turco e cabeças de turco em directores regionais e membros de conselho executivo nas escolas. Para a equipa governamental os números, mesmo que manipulados, são mais importantes que a realidade derrapante para a qual fazem resvalar o País. Tornou-se imagem de sucesso a intransigência, a rigidez, a crispação, o autoritarismo em detrimento da negociação e do consenso. A ministra da educação afunda-se num autismo de tal forma patológico que, que acabará mais tarde ou mais cedo em catotonia de tal forma grave que nem uma "junta médica domesticada" se arricará a torná-la inimputável. Figurinha pouco grácil, brincando a "dama de ferro" quando nem assenta bem no celulóide! Mulher mal mada e cada vez menos desejada, pelo poder, apenas, possuída! O que a fará vibrar? Decretos-Lei, despachos, portarias, decretos regulamentares, despachos normativos? Ou um grupo de "bem-aventurados inspectores" que lhe trazem as boas notícias, que garantem o contributo do bollycao, da bonboca e do redbull para o sucesso educativo. Urge concluir, e a conclusão é triste, muito triste, pois, não se pode acreditar em tudo o que dizem os relatórios. Como dizem os comprades do Alentejo: "calhando... a ministra quis ir à escola verificar, in loco, a contribuição do redbull para o sucesso educativo... calhando... ficou tão excitada com o que viu que tomou uns quantos daquele estimulante. Como resultado "ganhou asas!" e voou para tão longe da realidade que jura a pés-juntos que está no bom caminho e não recua. Até a uma ministra redbull dá asas. Ciao.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Quantos seremos?

Nenhum governo tem o direito de cobrar "cheques em branco". Nenhum candidato a governante deve candidatar-se a governar um país cuja situação real desconhece. Se no momento de governar não conseguir cumprir aquilo que prometeu deve confessá-lo e se verificar que não tem confiança popular para governar deve demitir-se e ir fazer um outro curso, talvez, de "engenharia política" ou de "alquimia política". Um governo que "traveste" injustiça, opressão, repressão, derrapagem económica, exiguidade de aumentos salariais, arrogância, nepotismo, logorreia, miopia, degradação da qualidade de vida, desarticulação da saúse e do ensino, em "virtudes de governação de sucesso" redunda na triste encenação de um "pais de cegos conduzido por idiotas" ( Beckett dixit). Para quando Dunsiname? Para quando? para ontem seria bom, mas, para hoje será melhor.
PÇ - Senhor orquestrador desta "opera bufa" que é a governação actual, mande a polícia prevenir e combater o crime em vez de a mandar intimidar escolas e sindicatos. Aproveite e anuncie as estatísticas do aumento dos crimes violentos como um sucesso da sua governação.